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SOBRE O DESIGNER


Julio Roberto Katinsky nasceu na cidade de Salto, em São Paulo, e formou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), em 1957. Em 1973, concluiu o doutorado na área, na mesma universidade. A partir dos anos 1960, trabalhou intensamente como arquiteto, diminuindo o ritmo em 1980, e voltando a produzir, a partir de 1990. Desde o início da década de 1960, trabalhou também como professor da FAU. Nos primeiros anos, foi docente auxiliar, até se tornar professor-doutor. Aposentou-se em 2002, porém continua prestando serviços à instituição, desenvolvendo pesquisas e ministrando aulas na pós-graduação.
Katinsky tornou-se conhecido por projetar edifícios de escolas públicas e pelas pesquisas na área de arquitetura escolar. Para ele, o grande desafio no Brasil sempre foi projetar escolas capazes de fazer com que os alunos se sentissem tão bem quanto em casa. “Além de criar edifícios, eu sempre procurei dar qualidade arquitetônica aos meus projetos. Isso não é obrigatório, o arquiteto precisa ter essa intenção artística”, disse o arquiteto em entrevista. “Os espaços devem ser generosos para que os alunos absorvam essa amplitude.”
Ao lado de nomes como Lucio Costa, João Batista Vilanova Artigas, Oscar Niemeyer e Rino Levi, Katinsky pertence a uma geração de arquitetos preocupados em participar do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro e que mudou a história da arquitetura e do desenho de mobiliário no país. Além de valorizar o trabalho de engenharia, esses profissionais acreditavam que, ao pensar espaços mais convidativos e acolhedores, estavam contribuindo para o crescimento intelectual das pessoas que usufruíssem deles.
Intitulada “A Casa Bandeirista – Nascimento e Reconhecimento da Arte em São Paulo”, sua tese de doutorado, de 1973, estudou como foi descoberta a hipótese de que a casa paulista é resultado da junção da casa portuguesa e da indígena. Além dessa tese, há outro estudo de sua autoria, “Arquitetura Brasileira no Brasil Colonial”, em que o arquiteto e acadêmico mostra como o espaço brasileiro começou a se formar. Ao longo de sua vida profissional, colecionou diversos prêmios e menções honrosas em arquitetura e produziu uma grande bibliografia, entre artigos, textos para jornais e revistas, congressos e livros.
Em 1959, para atender a uma encomenda particular de uma cliente, desenhou a famosa poltrona Katinsky, um precioso exemplo de desenho do móvel moderno no Brasil, que chegou a ser produzida por algumas indústrias brasileiras. No final dos anos 1960, criou o banco Katinsky, originalmente batizado Tamborete, com a mesma inspiração da poltrona. As peças foram reeditadas em 2012, segundo especificações originais do autor.

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