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SOBRE O DESIGNER


Formado em 1957, pela antiga Faculdade Nacional de Arquitetura (atual Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ), o carioca Bernardo Figueiredo (1934-2012) começou a fazer móveis ainda nos tempos de estudante. No início da década de 1960, já arquiteto, passou algum tempo como colaborador na Oca, misto de loja, galeria e laboratório de ideias fundado por Sergio Rodrigues (1927-2014), no Rio de Janeiro. Juntos, desenvolveram pesquisas sobre mobiliário e casas pré-fabricadas. Mas logo decidiu fundar seu próprio estúdio, o Chica da Silva, pelo qual lançou uma linha de móveis residenciais. Foi nessa época também que teve a oportunidade de conhecer e conviver com Joaquim Tenreiro (1906-1992), pioneiro no design de mobiliário do país, cuja influência foi determinante na trajetória de Bernardo. Em um período de 6 anos, desenvolveu cerca de 80 desenhos, de peças mais populares a móveis palacianos, como para os palácios dos Arcos e do Itamaraty, em Brasília. Em suas criações, procurou sempre valorizar materiais brasileiros, sobretudo o couro, a madeira de jacarandá e a palha. É autor de peças representativas do design nacional, como o sofá Conversadeira e as poltronas Carioca e Rio, a preferida de Sergio Rodrigues. Desenvolveu também, nessa mesma época, móveis pensados para a escala dos novas construções que iam surgindo no País, cada vez menores, adequando o mobiliário à arquitetura.
Desanimado com a dificuldade de produzir seus móveis, já que não tinha fábrica própria, e com a facilidade com que se copiavam peças consagradas, decidiu voltar para a arquitetura. “Como queria muito viajar profissionalmente, entrei no mundo das feiras, das exposições, dos salões etc. Fui montar e projetar uma primeira feira em Berlim, promovida pelo Caio Alcântara Machado, sobre madeiras e móveis brasileiros. E, assim, os móveis me levaram para o mundo das feiras", contou Bernardo sobre a guinada na carreira que resultou na fundação do escritório Arquitetura Espacial, no Rio de Janeiro, que comandou até sua morte, em maio de 2012, e por meio do qual projetou mais de 30 shopping centers, além de casas, espaços expositivos e edifícios.
Em 2007, a convite de Baba Vacaro, diretora de criação da Dpot, autorizou a reedição artesanal e a comercialização exclusiva de sua icônica Poltrona Rio. A seguir, Bernardo e Baba reeditaram para a Dpot a poltrona e o sofá SO2, conhecido como Conversadeira. A partir daí, sua obra foi redescoberta pelo mercado brasileiro e várias novas reedições passaram a ser fabricadas industrialmente.

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